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O quinto lugar que soa pódio: Brasil vai longe com Rebeca em metade da final

Seleção brasileira supera potências da ginástica artística e termina entre as cinco melhores do planeta, mesmo com sua principal estrela competindo em apenas dois dos quatro aparelhos.

Por Redação SE360

· 2 min de leitura

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Seleção brasileira de ginástica artística reunida na quadra do Mundial

O quinto lugar conquistado pelo Brasil no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, nesta quarta-feira (21), em Roterdã, na Holanda, tem um significado que vai muito além da classificação final.

Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do país, disputou apenas dois dos quatro aparelhos. Ainda assim, a seleção brasileira terminou entre as cinco melhores do mundo.

A campeã olímpica participou somente do salto e da trave, ficando fora das barras assimétricas e do solo, aparelho no qual conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

O Brasil somou 159,730 pontos, superou Rússia, Itália e Canadá e ficou atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e França.

Um quinto lugar com dimensão de pódio

O desempenho ganha ainda mais relevância quando se observa a trajetória brasileira na competição. A seleção avançou à final na oitava posição, mas cresceu na decisão e terminou três colocações acima, sem sofrer quedas.

A diferença para o Japão, terceiro colocado, foi de 4,333 pontos.

Esse número ajuda a dimensionar a importância de Rebeca Andrade para a equipe. Com histórico de grandes pontuações nos quatro aparelhos, a brasileira possui capacidade técnica para ampliar significativamente sua contribuição ao resultado coletivo.

A campanha também valorizou a força do conjunto formado por Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg, que sustentaram o desempenho nacional nos aparelhos em que Rebeca não competiu.

O Brasil já havia conquistado a prata por equipes no Mundial de 2023 e o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, comprovando que possui histórico recente de disputa por medalhas entre as maiores potências da modalidade.

Sergipe tem ligação com a conquista

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), responsável pela gestão nacional da modalidade, mantém sua sede administrativa em Aracaju.

A capital sergipana integra, assim, a estrutura institucional de um dos esportes mais vitoriosos do Brasil nos últimos anos.

Análise SE360 | O resultado vai além da classificação

O resultado de Roterdã evidencia a profundidade técnica da seleção brasileira e o peso de Rebeca Andrade dentro da equipe.

Mais do que uma quinta colocação, a campanha mostra um Brasil competitivo entre as potências mundiais, mesmo sem utilizar todo o repertório de sua principal ginasta.

O Brasil não conquistou medalha, mas deixou uma demonstração de força: chegou ao quinto lugar do mundo com Rebeca Andrade competindo em apenas dois aparelhos. Esse é o verdadeiro tamanho do resultado brasileiro.

Publicado originalmente em portalse360.com.br.

Leia também a cobertura de Esportes no SE360.

Tags: Esportes

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