Política
Entre propostas e ataques, Lula e Flávio deixam perguntas sem resposta no último debate
Confronto na TV Globo expôs diferenças sobre economia, segurança e programas sociais, mas acusações pessoais voltaram a dividir espaço com propostas para o Brasil.
Por Redação SE360
· 2 min de leitura

O último debate presidencial antes do segundo turno, realizado nesta sexta-feira (23), colocou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) frente a frente em uma discussão que alternou propostas, críticas e ataques pessoais. Apesar das diferenças entre os candidatos, o encontro deixou questões importantes sobre como cada um pretende enfrentar os desafios do país.
Na economia, Lula apostou na defesa dos resultados de seus governos, destacando investimentos, programas sociais, valorização do salário mínimo e crescimento das exportações. Flávio concentrou suas críticas no custo de vida, endividamento das famílias, dívida pública e necessidade de reduzir despesas governamentais.
O confronto revelou uma questão central: enquanto Lula precisa explicar como pretende superar dificuldades econômicas que persistem, Flávio precisa detalhar como suas propostas de redução de gastos seriam executadas sem comprometer serviços essenciais.
Segurança e programas sociais
Na segurança pública, Flávio defendeu maior rigor no combate ao crime organizado. Lula questionou aspectos da atuação policial e destacou a necessidade de proteger a população. Apesar das divergências, faltou aprofundamento sobre financiamento, prevenção e integração das forças de segurança.
Nos programas sociais, os dois defenderam a manutenção de benefícios como o Bolsa Família, embora apresentem diferenças na condução das políticas públicas.
Quando os ataques substituem as respostas
O debate ganhou maior tensão no bloco final, com acusações relacionadas a investigações, corrupção e ao histórico político dos candidatos.
Declarações dos dois também foram questionadas por agências de checagem, demonstrando a importância de confrontar discursos com dados verificáveis.
A troca de acusações, embora faça parte do embate político, acabou reduzindo o espaço para explicações mais aprofundadas sobre propostas e compromissos.
O que fica do debate?
Lula apresentou seu histórico administrativo como argumento para a continuidade. Flávio defendeu mudanças na condução do país, especialmente na economia e na segurança.
Mas o principal desafio permanece: transformar discursos em propostas viáveis, com planejamento, recursos e resultados mensuráveis.
O último debate mostrou as diferenças entre os candidatos, mas também deixou evidente que o Brasil precisa de mais respostas concretas e menos confronto pessoal.
Neste domingo (25), caberá aos eleitores decidir qual projeto político desejam para os próximos quatro anos.
Leia também a cobertura de Política no SE360.
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