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Morte de Netinho chama atenção para linfoma não Hodgkin; entenda a doença e os sintomas

Cantor de axé morreu aos 60 anos após complicações de câncer que afeta células de defesa do organismo. Entenda sinais, diagnóstico e formas de tratamento.

Por Redação SE360

· · 3 min de leitura

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Cantor Netinho, destaque da música baiana
Foto: Agência Brasil

A morte do cantor baiano Netinho, aos 60 anos, na terça-feira (13), em Salvador, trouxe atenção ao linfoma não Hodgkin, um grupo de cânceres que atinge células de defesa do organismo. O artista enfrentava a doença desde 2025 e estava internado no Hospital Aliança Star após a volta do câncer.

Segundo informações divulgadas pela assessoria do cantor, Netinho tratava um linfoma não Hodgkin do tipo B. O quadro evoluiu com comprometimento dos rins e disfunção de múltiplos órgãos. Conhecido por sucessos como Milla, Beijo na Boca e Fim de Semana, ele foi um dos nomes que popularizaram o axé music em todo o país.

O que é o linfoma não Hodgkin?

O linfoma não Hodgkin reúne diferentes tipos de câncer originados nos linfócitos, células do sistema imunológico que ajudam a combater infecções. Essas células estão presentes no sangue e em estruturas do sistema linfático, como os gânglios, o baço e os vasos linfáticos.

A doença ocorre quando os linfócitos sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Há subtipos de evolução lenta e outros que se desenvolvem rapidamente. O termo “tipo B”, citado no caso do cantor, indica que as células afetadas pertencem ao grupo dos linfócitos B, envolvidos na produção de anticorpos.

Quais são os principais sintomas?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), um dos sinais mais frequentes é o aumento de gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas, especialmente no pescoço, nas axilas ou na virilha. Esses caroços podem ser indolores.

Febre sem causa definida, suor noturno excessivo, cansaço persistente, coceira na pele e perda de peso não intencional também podem ocorrer. Esses sintomas não significam, por si só, que a pessoa tenha câncer: infecções e outras doenças podem provocar manifestações semelhantes. Quando persistem, porém, precisam de avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação começa com a avaliação clínica e pode incluir exames laboratoriais e de imagem. A biópsia, realizada para analisar uma amostra de tecido, é fundamental para confirmar o linfoma e identificar seu subtipo. Tomografia e outros exames podem ajudar a determinar a extensão da doença.

Existe tratamento e possibilidade de cura?

Sim. Há diferentes tratamentos para o linfoma não Hodgkin, e muitos pacientes podem alcançar a cura. As possibilidades e o prognóstico dependem do subtipo, do estágio da doença, da saúde da pessoa e da resposta ao tratamento.

Entre as abordagens utilizadas estão quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Para situações específicas, equipes especializadas podem indicar outras terapias. Nos linfomas de crescimento lento, o acompanhamento clínico sem tratamento imediato também pode ser apropriado em determinados casos.

Quantos casos são esperados no Brasil?

O INCA estima 12.560 novos casos de linfoma não Hodgkin por ano no Brasil entre 2026 e 2028, sendo 6.580 em homens e 5.980 em mulheres.

Entre os fatores associados ao risco estão o comprometimento do sistema imunológico, determinadas infecções e a exposição a algumas substâncias químicas. O instituto não recomenda exames de rastreamento de rotina para pessoas sem sintomas, mas destaca a importância de investigar sinais persistentes, pois a identificação precoce pode favorecer os resultados do tratamento.

A trajetória de Netinho amplia o debate sobre a doença, mas cada diagnóstico de linfoma exige avaliação individual. O reconhecimento dos sintomas e a procura por atendimento especializado são passos importantes para definir a conduta adequada.

Informações médicas: Instituto Nacional de Câncer (INCA). Contexto sobre o artista: Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil (EBC).

Leia também a cobertura de Brasil no SE360.

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